6 08 2010


A indústria musical sofre mudanças e é constantemente renovada. A cada dia, novas maneiras de se vender música são aplicadas e absorvida pelo público.

Você se lembra do LP,K7 e VHS? Esses formatos se tornam obsoletos e são substiuídos por novas tecnologias de tempo em tempo.

Hoje o CD já não está tão em alta como há dois anos por alguns motivos. A invasão da pirataria, que hoje assola o mercado fonográfico, fazendo cair em número de vendas CDs e DVDs de grandes e pequenos artistas e a chegada do MP3.

A tendência é que o mp3 se fortaleça cada vez mais ano a ano.

O iTunes (a maior loja de MP3 virtual) vende músicas avulsas ao invés do CD inteiro. Mais de 10 bilhões de músicas já foram vendidas, reforçando a idéia de que o MP3 veio para ficar. Não se sabe por quanto tempo, mas está chegando com toda força.

A pergunta é: Qual será o formato de comercialização dessas músicas para os artistas, uma vez que o formato físico do CD já não será mais comercializado e a consolidação da pirataria atingiu um nível irreversível, fazendo com que uma pessoa copie um arquivo e mande para outra pessoa em questao de segundos?

A resposta é simples. O combate à pirataria é uma tarefa quase impossível. Teremos que nos render e entender que não sera mais “negócio” colocar músicas à venda em sites. Claro, haverá sempre uma minoria fiel ao seu cantor predileto, que fará questão de comprar o original, mas as vendas das músicas já não será mais uma boa, muito menos uma medíocre fonte de renda para o artista ou para a gravadora/distribuidora. Será apenas uma venda simbólica para atender aos honestos e fiéis compradores.

Eu acredito que a tendência para a divulgação das músicas será disponibilizá-las gratuitamente para download. Assim o usuário poderá baixar músicas de graça sem cometer nenhum crime de pirataria. Um bom exemplo são os dois últimos discos do cantor Ed Motta, que foram disponibilizados por completo no site da Trama.

Mas onde o artista ganha? No show, na bilheteria e no cachê. Nada mais justo! O Artista gasta para produzir um CD, dá o CD para o público e o público retribui todo esse trabalho na contratação do artista para shows pagando o seu devido preço. Alguns artistas já trabalham assim.

Isso irá promover o artista de uma maneira muito mais abrangente, afinal de contas é de graça (de graça, até ônibus errado), e o público terá acesso às mais variadas formas de música.

Música é arte e cultura. Essas duas coisas deveriam ser oferecidas de graça para as pessoas! A música é para todos, deve ser livre, e não restrita apenas para quem pode pagar.

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3 responses

6 08 2010
Serginho

Concordo! E vc vai por o seu cd inteiro de graça em mp3? No site?

6 08 2010
fernandocesaroficial

o terreno precisa ser preparado para receber as primeiras sementes.

22 08 2010
flavio laia

Muito interessante sua abordagem, Fernando. Você se posiciona de forma equilibrada, ao tratar ambos os aspectos, dos prismas do produtor e do cosumidor final.
Realmente, é imprescindível que se trace estratégias alternativas frente à pirataria fonográfica, que age com facilidade nesta era digital. Opções como as citadas acima, são capazes de diminuir a evasão do lucro e recuperá-lo através das apresentações do artista.

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